Posted by CIDE at 18:06 1 comments
Blog criado para discutir os riscos da ciência e da tecnologia, mas admitindo a discussão de qualquer outro tema.
Sobre o Clube Dialógico in Jornal Margem Sul (p. 13):
http://www.margemsul.pt/margemsul_102_12dezembro08.pdf
www.margemsul.pt/margemsul_102_12dezembro08.pdf
Posted by CIDE at 22:43 0 comments
Posted by CIDE at 23:45 0 comments
ao processo de avaliação de desempenho dos docentes, Ministra pela qual o político metamorfoseado comentador, por diversas vezes, confessou a sua estima. Dizia, então, José Pacheco Pereira, pelas 23.22:
Já agora, convém entender o que Pacheco Pereira pensa (agora) sobre este processo de avaliação. Pelas 23.25, ele esclarece-nos: “Eu sou o primeiro a dizer que este sistema de avaliação tem todos os defeitos do mundo, ele é o resultado de uma atitude defensiva dos professores que quiseram acrescentar alínea sobre alínea sobre alínea sobre alínea para se defenderem do processo de avaliação e de um ministério que não percebe que fala com burocracia contra burocracia, e o resultado é um monstro que, evidentemente, gerou este movimento.” O monstro é adiante explicado por ser “profundamente burocrático”. Deixando passar o facto de toda a luta sindical do ano lectivo passado se ter centrado em tirar alíneas (como a da avaliação dos docentes pelos pais) e não em pô-las, Pacheco Pereira acaba por conseguir culpabilizar os professores pelo modelo contra o qual lutam, atribuindo apenas ao Ministério uma inocente ingenuidade, surgindo aqui os professores como modelos, por excelência, de burocratas. Os serviços administrativos tornam-se, assim, vítimas inocentes do espírito burocrático... dos amanuenses, dos conservadores, dos contabilistas, dos gestores, dos escriturários, dos inspectores, dos fiscais, de sabe-se lá que repartição onde se percam os K. deste mundo? Não, dos professores, os mais nefastos burocratas da sociedade. De facto, já me tinha sentido várias vezes num ambiente kafkiano...
“Ele disse: criou-se um monstro; mas, no fundo, depois disse: não se pode desistir do monstro porque isso é trágico, porque depois há 25 anos sem nada e é melhor termos um monstro do que nada nos próximos 25 anos.” Ou seja, visto, segundo Pacheco Pereira, o monstro ter sido criado pelos professores, registe-se que Pacheco Pereira é afinal favorável a algo criado pelos professores dos Ensinos Básico e Secundário. No entanto, é útil dizer que a descrição desfavorável deste modelo de avaliação por parte de Pacheco Pereira, só surgiu agora, quando descobriu a culpa dos professores na sua criação. De forma que não sei, ao certo, se os professores lhe deverão agradecer o apoio...Posted by quim at 23:15 0 comments
Labels: Lógica
É que chamar clarificação a uma alteração que dá o dito por não dito, parece ser uma simples mentira, mas culpar as Escolas por cumprirem a lei que o próprio Sr. Albino aplaudiu entra num nível superior de desonestidade. Alegou o Sr. Albino que as Escolas, ao abrigo da sua autonomia, tinham liberdade para interpretar o Estatuto no sentido de ignorar os efeitos da não aprovação ou falta à prova de recuperação quando as faltas fossem justificadas. Aliás, alegou-o de forma insultuosa, acusando-as de “falta de capacidade” e de “necessitarem de muletas”. Em declarações às televisões, fez depender a sua interpretação do facto de se tratar de uma prova e não de um exame, como se o uso daquela palavra em vez desta não implicasse a exclusão no caso de não aprovação ou falta à prova. Como as premissas destes argumentos se encontram no próprio enunciado da lei, transcrevo em seguida os pontos relevantes do artigo 22º da Lei nº 3/2008 de 18 de Janeiro. Repare-se que, se nesse enunciado estiver dito que a não aprovação em ou a falta a essa prova de recuperação puder implicar a retenção ou exclusão, independentemente da natureza das faltas que lhe deram origem,
o que o Sr. Albino está a defender é que a autonomia das escolas possa desrespeitar as leis da República e que os regulamentos das escolas possam se sobrepor aos diplomas legais. Talvez isso não seja estranho por parte de alguém que fica satisfeito por um despacho alterar uma lei...
De qualquer forma, a minha preferida da Ministra da Educação (embora já desactualizada) continua a ser aquela que, inúmeras vezes, foi, por ela, reiterada, desde o ano lectivo passado, como se fosse um excelente argumento, a propósito da avaliação dos professores: desmentindo que o processo fosse muito burocrático e afirmando que, entre avaliadores e avaliados, só se tinha que preencher algumas folhinhas, rejeitava a possibilidade de suspender o processo de avaliação com base no argumento de que muitos professores já haviam trabalhado durante muitos meses nesse mesmo processo. Ora, como perceber que, não sendo burocrático o processo, tantos professores tenham trabalhado nele durante muitos meses (o que é, aliás, inteiramente, verdadeiro)?Posted by quim at 21:21 0 comments
Labels: Lógica
Aqui vai outra série falaciosa, esta sugerida pela minha colega Helena Pimenta. Trata-se da célebre polémica do deserto a propósito do novo aeroporto, iniciada pelas declarações do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, em 23 de Maio de 2007, num almoço na Ordem dos Economistas. Há que lembrar que simples falsidades não são falácias – pelo que esta sequência dá mais trabalho do que parece.
Para “amenizar” as declarações, o presidente do P.S., António de Almeida Santos, juntou mais uma preciosidade às declarações: “Um aeroporto na margem sul tem um defeito: precisa de pontes. Suponham que uma ponte é dinamitada? Quem quiser criar um grande problema em Portugal, em termos de aviação internacional, desliga o Norte do Sul do país” (segundo o Jornal de Negócios).
secundado pelo Ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, corrigiu as suas anteriores declarações, dizendo que só se referia ao local de eventual implantação do aeroporto, Rio Frio ou Poceirão, o que parece ser uma emenda pior que o soneto. Isto equivaleria a dizer que o aeroporto deveria ser implantado numa zona directamente inserida numa área de forte densidade populacional – não poderia ser ao lado, teria que ser na própria zona – o que, para lá de ser novo motivo para polémica, parece mais uma defesa da Portela do que da Ota, visto só a Portela estar inserida numa zona de forte densidade populacional.Posted by quim at 19:55 0 comments
Labels: Lógica
Posted by quim at 21:41 0 comments
Labels: Área de Integração
Ambos ocorreram em Janeiro de 2005, o primeiro em data que não consegui determinar, no final do debate entre Paulo Portas e Francisco Louça, e o segundo em 29 de Janeiro, protagonizado por Santana Lopes e referindo-se a José Sócrates, à saída de um encontro com mais de mil mulheres sociais-democratas ocorrido em Famalicão (em certas fontes, mencionam Braga).
“as características pessoais dos líderes partidários, no que não respeita a questões políticas, não nos interessam”; “não entrem por esse caminho, porque se nós quisermos entrar por aí, isto entra num nível que não é do meu agrado”; “é bom que digamos o que cada um é, o que cada um fez e o que cada um se propõe fazer”, etc.; num contexto de boatos sobre José Sócrates, apimentado com diversos comentários das intervenientes femininas do encontro, em resposta a uma questão jornalística sobre o significado daquele encontro com mulheres, Santana Lopes afirmou: “O outro candidato tem outros colos, estes colos sabem bem.” Posted by quim at 15:39 0 comments
Labels: Lógica

Posted by quim at 12:16 0 comments
Labels: Lógica
Posted by quim at 10:27 0 comments
Labels: Lógica
Podem descarregar os apontamentos para o primeiro período nos anexos de:
http://groups.google.com/group/riskici/browse_thread/thread/5a8a8a6e625d43d8#
Posted by quim at 20:54 0 comments
Labels: Lógica
Abro este espaço de debate, na disciplina de Área de Integração, para que aqui possam desenvolver ideias relativas aos trabalhos a realizar mais tarde noutro suporte, susceptível de exposição.Tenham em consideração o regime político, a organização estatal, o modelo económico, o modelo social ou, simplesmente, o mundo que gostariam que existisse... Tentem ser criativos, libertem a vossa reflexão para lá do imediato e próximo quotidiano e das circunstâncias da nossa "politicazinha". Pensem-se com um poder equivalente
aos senhores das imagens e construam o pior ou o melhor mundo possível segundo a vossa imaginação. Escolham a vossa salvação ou desgraça. E discutam as opções dos outros...
Posted by quim at 10:53 0 comments
Labels: Área de Integração, Ética
Reportagem TSF na Escola Básica e Secundária de Santo António, a propósito da Semana Entreculturas. Uma Organização CODEC (Turma 12º B), Cidade Jovem (Programa Escolhas).
http://tsf.sapo.pt/online/radio/index.asp?id_artigo=TSF192098&pagina=Interior
Posted by CIDE at 16:08 0 comments
Sendo a crença mais generalizada entre as confissões religiosas, muito embora seja concebida de formas muito diversas, poderá tal crença ter um fundamento que não seja o do desejo de se libertar do medo mais profundo do homem, que não seja o de uma fantasia dissimuladora da realidade com que é mais difícil se confrontar, que não seja o de um consolo infantil para a angústia de ser vivo? Tenham coragem e ponham em debate as vossas crenças.Posted by quim at 16:47 14 comments
Labels: Religião
Podem descarregar o apontamento já dado aos delegados nesta ligação:
http://groups.google.com/group/riskici/browse_thread/thread/f3cd569a3ec6a040
Posted by quim at 16:43 0 comments
Labels: Religião
Posted by quim at 10:26 0 comments
Labels: Ética
Posted by quim at 20:57 0 comments
Labels: Ética
Independentemente de algum narcisismo típico da política americana, o filme coloca algumas questões fundamentais da política e da ética contemporâneas. Sem orientar em nada a discussão que aqui gostaria de ver realizada, gostaria que associassem os temas do filme à leccionação feita relativamente à ética de Hans Jonas. Podem comentar o filme sob qualquer ponto de vista, económico, político, ético, teleológico, existencial, o que quiserem. O que importa é que reflictam, discutam e retirem material para maior reflexão dessa discussão.Posted by quim at 23:32 5 comments
Labels: Área de Integração, Ética
Posted by quim at 20:15 2 comments
Labels: Ética
Posted by quim at 11:19 1 comments
Labels: Ética
Tabela de temas para este trabalho de AI pode ser encontrada em
http://groups.google.com/group/riskici/browse_thread/thread/5fd717cec47d77d6#8c1a745db9aacde0
Posted by quim at 14:37 0 comments
Labels: Área de Integração
Posted by quim at 00:18 3 comments
Labels: Filosofia
Posted by quim at 01:12 1 comments
Labels: Área de Integração, Ética
Posted by quim at 12:03 0 comments
Labels: Área de Integração
Posted by CIDE at 19:36 0 comments
Posted by quim at 19:34 1 comments
Labels: Área de Integração

Posted by quim at 19:47 15 comments
Labels: Filosofia
Abro aqui o primeiro espaço para debate deste ano lectivo, motivado pela exibição (apesar dos problemas logísticos no 10º J) do filme L'enfant sauvage de François Truffaut.
julgaram mais relevantes, por exemplo, características que consideramos universais no ser humano e que a criança não tinha, ou aspectos da evolução da criança. Aliás, poderão fazer os comentários que entenderem que se relacionem minimamente com o filme ou com a matéria. Tenham coragem que ninguém vos morde.Posted by quim at 18:06 10 comments
Labels: Área de Integração
Os textos de apoio, as actividades e os apontamentos para este primeiro período, estão disponibilizados em formato word no seguinte endereço de um grupo google: http://groups.google.pt/group/riskici/browse_thread/thread/6d6a7b582910a409?hl=pt-PT
É só transferir para o vosso pc.
Posted by quim at 02:04 0 comments
Labels: Filosofia
Agora que chegam, pela primeira vez, a este espaço de debate e reflexão, na vossa condição de neófitos, comecem por ter coragem. Não sei se é verdade que, dos fracos, não reza a história. Mas, pelo menos, neste blog não serão notados. Em breve, surgirão aqui temas de debate e de reflexão. Mas vós mesmos podereis trazê-los aqui e mostrar uma coragem ainda maior que o do simples comentário. O futuro é dos audazes.
Posted by quim at 01:57 0 comments
Labels: Miscelânia
Posted by quim at 13:26 1 comments
Labels: Epistemologia
não louvar os esforços humanitários desenvolvidos por médicos, enfermeiros e outro pessoal das mais diversas organizações, que se têm esforçado por minorar o sofrimento das populações do Terceiro Mundo facultando-lhes medicamentos, dando-lhes acesso a antibióticos, promovendo gigantescas campanhas de vacinação, tentando mesmo irradicar certas doenças e chegando mesmo a irradicá-las, como aconteceu com a terrível varíola? Frente a populações esquecidas pelo mundo, esses heróis lutam com meios extremamente escassos para fazerem face às mais diversas doenças epidémicas, algumas das quais, como a malária, continuam a matar em larga escala (2 milhões de vítimas
mortais da malária por ano). Haverá outra forma de tratar o tema senão através da idolatração de tais pessoas?
esses milhares de pessoas que "salvaram"? Para que vida salvaram essas pessoas? Nunca houve massas tão vastas de famélicos como na nossa humanitária época. Cada pessoa salva de doenças que eram mortais no passado, reproduzir-se-á e engrossará a massa de famintos. Em vez de morrer de uma doença que a faria sofrer durante alguns dias, semanas ou meses, poder-se-á arrastar com sede, fome e sofrimento, durante décadas. As vacinas e os antibióticos poderão ter chegado a tais remotas paragens, mas não a comida, com excepção de campanhas pontuais, e não as condições produtivas para superarem a miséria. As situações são diversas e em muitos locais as condições de vida são suficientemente aceitáveis para que as campanhas humanitárias
sejam incondicionalmente boas. Não deixa de ser interessante que até essas condições aceitáveis sejam inferiores àquelas que, no mundo desenvolvido, se consideram inaceitáveis para a vida e justificativas, nas campanhas políticas, para a execução do aborto. Mas vastas regiões do mundo, como, por exemplo, a maior parte do Sahel, defrontam-se com condições, para uma população sempre crescente, inferiores a qualquer limiar mínimo aceitável. E, nesses casos, essas pessoas e a sua imensa prole que acompanha sempre, em qualquer lado, a miséria, foram "salvas"?
das potências políticas e económicas que esbanjam recursos inimagináveis e só olham para essas regiões se a cobiça por matérias primas lá encontrar um alvo de exploração, que chegam a provocar instabilidade, conflitos e guerras apenas para terem um acesso mais fácil e barato à espoliação de tais recursos. Claro que têm a consciência de estar a lutar contra a maré e que a sua acção pouco pode melhorar as condições de vida daquelas pessoas. A questão, porém, é se não piorará em vez de melhorar. Criando condições para o aumento populacional, a acção médica, sem a evolução económica das zonas desenvolvidas, salva pessoas para uma cada vez maior pressão sobre os recursos disponíveis, levando a que se intensifique e se estenda a actividade agrícola a zonas reservadas tradicionalmente à pastorícia, à floresta ou a pântanos, provocando, imediatamente, desastres ecológicos e, com o tempo, a erosão dos solos e uma cada vez maior desertificação. Muitas vezes, a única solução é partir para cidades que não têm condições para os receber e onde se criam cidades de lata gigantescas, nas quais os famélicos procuram encontrar migalhas que caiam da mesa dos ricos que os possam sustentar um pouco mais de tempo. Mesmo nos países mais
miseráveis, há sempre quem se banqueteie à beira das condições humanas mais deploráveis. De facto, algumas das maiores fortunas convivem com a miséria inominável da esmagadora maioria.
esforço médico é infinitamente mais meritório que o dos médicos que só agem a peso de ouro em confortáveis consultórios acolchoados. Mas esta actuação tem as características de toda actuação tecnológica. Nunca parece haver consciência de que a mudança ou transformação de um grão de areia, passe o exagero, poderá ter impacto no conjunto do mundo. Com certeza que as organizações humanitárias poderão dizer que fizeram a sua parte e que cabe a outro tipo de organizações fazer o resto. Mas a questão está no facto de ser ou não benéfico fazer esta parte sem que as outras sejam feitas.
tudo para virem bater à porta dos reinos do desperdício, a Europa e a América do Norte, e aí ganhamos consciência deles como um incómodo. Não temos sequer consciência que esse "incómodo" corresponde à esmagadora maioria do mundo. Sempre fiquei deprimido com o facto de os meus alunos pensarem que pertencem a um povo desfavorecido no mundo e de não terem nenhuma consciência que, mesmo os mais desfavorecidos entre eles, pertencem aos 15% da população mundial mais privilegiada. E esta cegueira é a primeira condição cultural para que todos os restantes erros de cálculo sejam feitos. O mundo está à beira do abismo e muita gente julga que está contribuir para a salvação do mundo com chazinhos de caridade.
ou recuo na explosão demográfica. O que seria importante é que se começasse a pensar melhor e que se ponderasse, sempre, o conjunto das situações, em vez de entregar o tratamento dos constantes cenários catastróficos a tão arrebatados como inconsequentes (quando não nefastos) gestos de entrega do coração. O que seria importante é que se deixasse de pensar parcialmente, unilateralmente, fragmentariamente, e cada acto se integrasse num todo. É isso que se vai passar? A julgar pelas sucessivas declarações da ONU, o fim da fome no mundo está sempre a um passo, mas, passados uns anos, estamos sempre mais distantes do que estávamos. Não me parece crível que vá ocorrer uma
reforma na humanidade de tal ordem que, por todo o lado, em uníssono, se comece a pensar decentemente. Julgo que, infelizmente, o melhor que se pode esperar é que tudo continue, mais ou menos, na mesma, nuns lados melhor, noutros pior. E temo, sinceramente, que tudo esteja a progredir para a desgraça inexorável, até porque o que o passado nos mostra das tentativas de "civilizar" o mundo é que parece sempre querer dar-se razão a um outro ditado popular: "pior a emenda que o soneto." Posted by quim at 10:13 11 comments
Labels: Riscos da ciência
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